Conheça nossa História

" Eu acredito nas pessoas e no que elas são capazes de realizar"


Sou apaixonado por compartilhar o conhecimento. Gestor de TI por formação e professor por vocação. Acredito piamente no potencial que cada um temos guardado dentro de nós, esperado para ser despertado. Quem diria que eu, um jovem de família humilde vindo da baixada fluminense do Rio de Janeiro, me tronaria referência na minha área de atuação. Tenho orgulho de ter formado mais de 5000 alunos em todo Brasil e no exterior.

Não acredito em sorte. Como diz Anthony Robbins: “Dizem que sou um cara de sorte, porém quanto mais me esforço, mais sorte tenho.” Para mim, apenas o conhecimento tem o poder de transformar a vidas das pessoas. O conhecimento transforma, inspira, motiva, fortalece. Eu acredito nas pessoas e no que elas são capazes de realizar.

Amo ensinar, pois ensinar é apenas lembrar às pessoas que elas sabem tanto quanto eu. Aprendi que por trás de cada par de olhos há uma história que ainda não teve seu ponto final e, portanto, com a orientação certa toda história pode ser mudada, e para melhor. Essa é minha filosofia de vida, transformar vidas através do conhecimento e é o que tenho feito nos últimos 14 anos.

Mas a minha história não começa aqui. Ao contrário do que muita gente pensa, eu não nasci programando ou comecei a carreira na área de tecnologia. Muito menos programo em Delphi desde sua primeira versão. Na verdade meu primeiro contato com programação, se é que posso chamar assim, foi no segundo semestre de 2001. Depois de um tempo eu havia aprendido a “programar” em Access e comecei a fazer algumas coisas para uso pessoal. Em 2002, passei no concurso para fuzileiros navais e em 2003 ingressei na Marinha do Brasil.

Minha formação técnica era em enfermagem, o que não me ajudou muito no curso de Fuzileiros Navais. Isso porque os dois recrutas da minha companhia eram técnicos em informática e foram “selecionados” para trabalhar na administração dos pelotões. Não pegavam no pesado. Ficavam o dia todo mexendo em computador enquanto todos nós ralávamos no Sol fazendo flexões, trabalhando no rancho entre outras atividades. Foi ai que notei que ser programador poderia não dar dinheiro, mas dava algumas outras vantagens.

Saí do curso de Fuzileiro Naval ainda em 2003, enquanto trabalhava em um restaurante à noite, consegui uma entrevista para uma vaga em uma empresa de refrigerantes. Na entrevista o gerente me perguntou se eu trabalhava com macros no Excel. Eu não sabia nem por onde começar, mas gravei uma macro para fazer o que foi pedido. O gerente então pediu que eu fizesse uma série de alterações e como esperado não consegui. Saí dali determinado a dominar VBA.

Um conhecido que trabalhava em uma companhia telefônica e advinha, com macros em VBA, em conversas comigo me falou pela primeira vez em Delphi. Então fui a uma lanhouse (muito comum na época) e perguntei ao atendente (dono do local) se ele conhecia alguém que programasse em Delphi e que pudesse me ensinar. Recebi a seguinte reposta em tom irônico: “Você? Aprender a programar em Delphi?”, e a conversa parou ali.

Não desista dos seus sonhos

Depois deste balde de água fria eu não desisti e disse para mim mesmo: “Não desista dos seus sonhos”. Como não tinha computador em casa, ia para as lanhouses ler sobre o assunto, mas sem a ferramenta e sem um norte ficava difícil. Lamentavelmente depois que me certifiquei como instrutor voltei ao local mas a lanhouse havia falido.

Em 2004, consegui uma vaga em uma empresa distribuidora de autopeças como auxiliar administrativo. Foi aí que as coisas começaram a mudar. Eu, tal qual com o Access 3 anos antes, comecei a “futucar” e descobri que o banco de dados era em Access e pensei: “O sistema é feito em Access, se deixarem vou fazer algumas alterações.” Mas para minha surpresa só havia tabelas, não tinha formulários nem relatórios no banco. Advinha em que era feito o bendito programa? Isso mesmo, em Delphi!

Descobri que o sistema era feito em Delphi e como eu não podia alterar o sistema, comecei a explorar outras telas e a utilizar recursos que os funcionários não sabiam que existiam. Integração do estoque com financeiro, relatórios de compras, estoque mínimo, estoque máximo e muito mais. A medida que eu utilizava essas funcionalidades surgiam dúvidas o que me levou a entrar em contato com o programador que desenvolveu o software. Após alguns meses o sistema já estava sendo utilizando quase que 100% e meu relacionamento com o programador estava cada vez melhor. Ele já havia me passado altas dicas de Delphi. Como ele implementava as rotinas. Como conectava no Access. Os cuidados com exceções entre outras coisas.

No final de 2004 consegui enfim adquirir meu primeiro computador, doado pelo então programador desta empresa, além de uma apostila de Delphi e um CD com Delphi 6. Comprei um monitor usado, instalei o Delphi e quando consegui fazer meu primeiro ShowMessage com “Alô Mundo” me senti a pessoa mais poderosa do mundo. Daí pra frente comecei a praticar e a perturbar muito o programador que prestava serviço para empresa.

Já havia recebido 3 aumentos de salário, pouco mais havia. Também recebi mais atribuições e em meados de 2005 eu cuidava sozinho do CPD e decidi cursar uma faculdade. A grana ainda era muito curta, uma pessoa casada e com filhos e em início de carreira não ganha para pagar as contas e ainda bancar os estudos. Mas nada disso foi impedimento, pensei até em sair da empresa mas recebi de Deus um recado de que eu deveria permanecer naquele local pois ali eu conquistaria todos meus objetivos sem eu ter que colocar a mão em 1 centavo.

Já no fim de 2005 eu recebi mais um aumento justamente para poder pagar a faculdade e no final de 2006 sai desta empresa e fui contratado como programador Delphi junior sem nunca ter estudado Delphi. Tudo que sabia até o momento havia aprendido sozinho. Foi neste momento que tomei a decisão de trancar a faculdade e buscar um curso de Delphi para poder me especializar e quem sabe tirar a certificação. Até o momento minhas fontes eram as revistas Clube Delphi, vídeos de Guinther Pauli, Adriano Santos, Paulo Quicolli, fóruns DevMedia, Active Delphi, Clube Delphi, etc.

No início de 2007 comecei meu curso e tive a honra de ter como professor Adilson Junior, para mim, a maior autoridade de Delphi do Brasil. Na época Adilson era Master Trainning da Borland e que segundo palavras dele reconheceu meu talento e me convidou para trabalhar na TDS, um centro de treinamentos oficiais da Borland. Neste ponto é que minha vida começa a mudar, mas para isso tive que pagar um preço alto, não monetário, mas de dedicação, determinação e disciplina. Eu sempre repetia para mim mesmo: “Não desista dos seus sonhos”.

Durante o dia trabalhava ao lado do Adilson como consultor e a noite de segunda a sexta fazia todos os cursos possíveis na TDS. POO, IntraWeb, .Net, UML, COM+, Rave, Criação de Componentes, DataSnap, etc.. Continuava com meu curso aos sábados, na época RAD Studio 2006, e no meio do ano veio o desafio: a certificação para que em seguida pudesse assumir minha primeira turma e me tornar um instrutor certificado. Me preparei muito com a ajuda dos outros funcionários que treinavam comigo. Senti-me muito confiante e fui para a prova. Eu tinha uma hora para poder terminar e o fiz em 25 minutos. Achei que estava tirando onda e quando o resultado saiu, fiz 78,87% e precisava de 80%. Fiquei reprovado por uma questão e aprendi a lição de não subestimar uma prova de certificação.

Isso foi numa segunda-feira e teria que refazer a prova na sexta-feira da mesma semana. Daí em diante não estudei mais, apenas orei e agradeci a Deus a oportunidade. Fui para prova, prestei mais atenção, gastei todo meu tempo e no final: 85%. Em junho de 2007 me certifiquei como profissional em Delphi pela Borland e a esta altura já possuía artigos publicados em revistas. A profecia havia se cumprido, eu não coloquei a mão em um centavo para que isso acontecesse.

Daí pra frente fui convidado a escrever para a revista que me ajudou tanto no início da minha carreira, a Clube Delphi, e o melhor pelo cara que eu tinha e tenho a maior admiração: Guinther Pauli. Fui convidado para a Borcon 2007 onde pude ministrar duas palestras. Comecei a gravar vídeo-aulas e a receber o reconhecimento da comunidade Delphi, o que me motivava ainda mais a continuar. Sabendo o quão é difícil começar do zero, hoje menos do que naquela época pois o acesso a informação é vasto, eu tomei uma decisão: prometi a mim mesmo que o que quer que eu fizesse dali em diante seria com o foco em transformar a vida das pessoas. Entregar a elas o que eu tenho de melhor. Permitir que simples auxiliares administrativos, atendentes, estudantes, pais de famílias, enfim, pessoas comuns possam aprender a programar e se tornar pessoas melhores, terem uma vida melhor.

Em 2009, fui contratado por um grande grupo editorial do Brasil para integrar seu time de TI como analista de sistemas. Em 4 anos me tornei gerente de TI deste mesmo grupo, um passo na minha carreira que planejava dar somente 5 anos depois. Isso me obrigou a ir atrás de um conhecimento que até então eu não dominava: a gestão de TI. Embora com alguns cursos de especialização no currículo, a experiência vem através da prática e não da teoria. Fiz um trabalho de excelência, sendo reconhecido pela companhia como colaborador que mais vestiu a camisa. Aprendi o que faculdade e MBA algum é capaz de nos ensinar. Lidei com pessoas extremamente inteligentes, com visão de águia sobre os negócios o que me tornou um profissional ainda melhor.

No final de 2015, saí do Grupo Editorial Nacional para dar início a um sonho antigo. Criar o portal RM Factory onde o conteúdo fosse além do técnico. Me formei como Coach pela Associação Brasileira de Coach para potencializar o resultados dos meus clientes. Criei um evento presencial para desenvolvedores, hoje chamado de Extreme 360. Apoiei, incentivei e patrocinei dezenas de iniciativas para fomentar a produção de conteúdo técnico de qualidade.

Mas isso é apenas o começo, quero transformar a mente dos desenvolvedores e mostrar que eles são maiores do que imaginam. Quero despertar o espírito empreendedor em cada um deles. Ajudá-los a prosperar seus negócios e fazer do nosso país um lugar melhor, mais justo e mais prospero.

Continuo sendo o mesmo cara de sempre. Sei de onde saí, onde cheguei e o que passei. É por isso que me esforço para passar o pouco que sei, pois sei o quanto é difícil iniciar neste mundo. Principalmente quando nos falta recursos. Procuro sempre responder a todos os e-mails e estar à disposição para poder ajudar mesmo que essa ajuda seja uma palavra de ânimo como: “Você vai conseguir”, “Não desista dos seus sonhos” ou algo do tipo, pois isso faz toda a diferença e eu sei disso. É por isso que tenho como lema na minha vida a fase de Anthony Robbins que diz: “Dizem que sou um cara de sorte. Só sei que quanto mais me esforço, mais sorte tenho.”

Isso resume bem o segredo do sucesso: esforço, dedicação e o principal sempre acreditar que é capaz. A receita deu certo para mim, vai dar certo para você também. E para terminar, nunca, jamais, faça algo pensando apenas no retorno financeiro. Sei que estamos em um mundo capitalista onde tudo gira em torno de dinheiro, mas se ele for o seu objetivo nunca irá alcançá-lo. Faça o que ama e fará bem. Fazendo bem o dinheiro será consequência.

Um carinhoso abraço,


Rodrigo Mourão




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